
Lá vem ao longe, o barco,
Leve como a luz da manhã que se afirma.
Desliza na água espelhada do lago,
silencioso - sossegado - sagrado.
Ainda encoberto pela brisa,
a princípio desponta acanhado .
E depois, lá vem ele, firme e lépido,
rasgando as águas tranqüilas,
solidário à cor das nuvens.
que sob seu casco, abrem-se na translucidez do lago.
Entregam-se voluptuosas, brancas, leitosas
ao domínio do barco que ousou perpassar a bruma.
Solitário não é, diferente de quem está ao leme.
Vem conduzido pela sacerdotisa ao fundo
Em manto vermelho de seda pura e fria
Dona de esmeraldas febris que lançam raios
ao Neófito maduro, sentado na pedra.
E assim ficam:
barco a deslizar,
homem a admirar,
sacerdotisa a passar.
Encantamento. Silêncio. Passagem.
Leve como a luz da manhã que se afirma.
Desliza na água espelhada do lago,
silencioso - sossegado - sagrado.
Ainda encoberto pela brisa,
a princípio desponta acanhado .
E depois, lá vem ele, firme e lépido,
rasgando as águas tranqüilas,
solidário à cor das nuvens.
que sob seu casco, abrem-se na translucidez do lago.
Entregam-se voluptuosas, brancas, leitosas
ao domínio do barco que ousou perpassar a bruma.
Solitário não é, diferente de quem está ao leme.
Vem conduzido pela sacerdotisa ao fundo
Em manto vermelho de seda pura e fria
Dona de esmeraldas febris que lançam raios
ao Neófito maduro, sentado na pedra.
E assim ficam:
barco a deslizar,
homem a admirar,
sacerdotisa a passar.
Encantamento. Silêncio. Passagem.

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