Relógios e Beijos - Álvares de Azevedo
Traduzido de Henrique Heine
Quem os relógios inventou? Decerto
Algum homem sombrio e friorento:
Numa noite de inverno, tristemente
Sentado na lareira ele cismava,
Ouvindo os ratos a roer na alcova
E o palpitar monótono do pulso.
Quem o beijo inventou? Foi lábio ardente,
Foi boca venturosa, que vivia
Sem um cuidado mais que dar beijinhos...
Era no mês de maio. As flores cândidas
A mil abriam sobre a terra verde,
O sol brilhou mais vivo em céu d'esmalte
E cantaram mais doce os passarinhos.
fonte: http://pt.poesia.wikia.com/wiki/Rel%C3%B3gios_e_beijos

4 comentários:
Dear Ms Harkins,
It´s funny to read this poem and remember how many times we lived the conflict between watches and kisses.The time is always too short for kisses, and the evil watch is there to remember us of this fact.
Boni, the rat
Dear Boni:
the moment I came across this poem I had that thought...
Yours
alison,
como sempre fantástico.
valeu!
nadais
Nadais,
que bom que gostaste! Há coisas na nossa literatura que infelizmente os professores não trazem para aula. Te contei que andei lendo Violante do Céu? Fiquei encantada com tua conterrânea!
Abraço
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