Enquanto lia o caderno Donna da ZH, no domingo passado, bem na hora do café da manhã, me caiu um pensamento. Não na ordem que coloco aqui, porque as ideias não tem ordem. Elas são bagunçadas, não são lineares como as frases - elas se apresentam como balões coloridos, voando. Tive que escrever uma parte no meio de uma aula que estava dando, antes que o balões se fossem com o vento sul que soprava forte. O resto sai agora, aos borbotões.
Do dicionário Aurélio... "romântico" --> sonhador, devaneador, fantasioso, romanesco.
Conforme vamos amadurecendo, nossos sonhos e romantismos com relação à situações que a vida nos apresenta, vão tomando outras formas. Trocamos grandes expectativas e frustrações por realizações concretas, por uma postura mais coerente como que realmente somos. Trocamos também a ansiedade pela tranquilidade, porque mesmo que não conheçamos o caminho, nós agora nos conhecemos - depois de nos testar over and over again. A felicidade deixa de ser momentânea, para ser constante, como se estivéssemos num platô. É bom estar mais velha.
E embora o romantismo dos antanhos da minha adolescência fique para trás, ainda guardo como um dos últimos resquícios da minha visão romântica da vida, uma atração e grande fascínio pelo mundo e pela cultura árabe. E justamente por ser puro romantismo, não tem explicação.
[pensamento incompleto]
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