quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Segurando o cartão no bolso.


Foto ilustrativa


Ontem, recebi por um trabalho feito mês passado e qual foi o primeiro pensamento? Qual foi? 

"Um tênis!" 


A Paquetá estava a uma quadra, a Hercílio a duas, a Madalena a três e a Gaston a 3 1/2. Netshoes a um clique. Tenho alguns pares, mas um bom tênis nunca é demais. E assim conforme as lojas iam desfilando na minha frente, segurava firme o cartão no bolso. Bem firme. O peso dos gastos, do aniversário do Lorenzzo mês que vem, da conversa sobre a formatura da Stella na hora do almoço e um Kindle Paper White, foi mais forte e venceu os tênis novos. Não sei se consigo segurar o cartão quando receber por um trabalho pendente de 2016. É mais certo que trate como uma indulgência. 

À tarde, dei uma dentro saindo para correr com sol porque hoje amanheceu com uma chuvinha fina e frio. Depois que os músculos aquecem, consigo correr mais do que caminhar sem sofrer tanto - até lá dói cada instante num lugar diferente: tornozelos, joelhos, quadril. Ontem, na segunda quadra, na altura da Câmara de Vereadores, doía a lateral interna dos tornozelos. No Km 1, nos Bombeiros, a parte posterior dos joelhos. O quadril foi doer na volta, perto do Ed. Dona Valéria. Nada que me impeça de forçar a barra e manter o ritmo, depois desses 11 anos conheço meu corpo corredístico e não me dobro para o conforto da dor. Acho. Me dobro para saldo no cartão...





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